INPI e governo fluminense incentivam uso da propriedade intelectual no estado
01/02/2012

O incentivo ao uso da propriedade intelectual como diferencial competitivo é o principal objetivo do acordo de cooperação firmado ontem (30) entre o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno.

Ávila afirma que esse tipo de acordo que vem sendo assinado com os estados brasileiros visa "fazer com que universidades, instituições de pesquisa, empresas de qualquer porte entendam como funciona a proteção da propriedade intelectual no Brasil e tirem o maior partido possível disso".

O secretário Julio Bueno chamou a atenção para o lugar de destaque que o estado fluminense tem na área da inovação. Citou o exemplo do parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instalado na Ilha do Fundão, que já conta com nove centros importantes de pesquisa.

A parceria prevê a promoção de eventos para incentivar a proteção de ativos intangíveis de instituições públicas e privadas, usando a informação contida nas patentes, além da promoção de um curso básico sobre propriedade intelectual, a cargo do governo fluminense, entre outras iniciativas.

"Será um esforço grande de identificação daquilo que pode ser protegido, como patente e desenho industrial, que nem sempre é protegido porque as pessoas não têm consciência de que aquilo atende aos requisitos de novidade, de atividade inventiva e originalidade e que deve ser protegido para ter mais valor", disse Jorge Ávila.

Ele reiterou que existe, nesse acordo, um esforço de comunicação, sensibilização e educação, no sentido de disseminar o melhor conhecimento possível sobre como fazer inovação a partir de um conhecimento novo que é gerado nas empresas, universidades e centros de pesquisa de todo o estado.

O presidente do INPI destacou que o acordo com o Rio de Janeiro se diferencia dos demais porque é a primeira vez que contempla a participação de entidades sediadas no estado nos chamados "observatórios tecnológicos". Essas são estruturas que visam a gerar conhecimento para que as pessoas consigam, com relativa facilidade, obter informação sobre como conduzir as suas estratégias de inovação.

"Como selecionar parceiros, saber quem está fazendo o quê no mundo, quais são as tendências. Como no Rio de Janeiro há instituições de pesquisa muito importantes em áreas prioritárias na política industrial e tecnológica brasileira, a gente tem o interesse de fazer com que haja colaboração das secretarias, em particular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no desenho das linhas de atuação de alguns desses observatórios", declarou Ávila.

O acordo prevê também palestras e visitas técnicas aos arranjos produtivos locais, com o objetivo de estimulá-los a buscar o registro de indicação geográfica. O registro é uma garantia quanto à origem de um produto ou às suas qualidades e características regionais.

(Agência Brasil)